sábado, 22 de setembro de 2018

Novos Aportes: sugestões?

E aí pessoal, como estamos?

Reta final do mês de Setembro e a verdade é que estamos nos encaminhando para o fim do ano. Outubro, Novembro e Dezembro costumam passar super rápido devido aos feriados e as festanças que nos aguardam. Parece que foi ontem que eu estava refletindo sobre o que queria atingir em 2018 e escrevi aqui o post sobre minhas metas.

Também não podemos deixar de pensar que por mais que sejam 3 meses que passam rápido, estamos falando de 1/4 ou 25% do ano. Deveria ser tempo suficiente para fazer algumas correções de rota e até dar um gás em alguns pontos para atingir nossas metas. Fica aí a reflexão para vocês.

Hoje eu queria uma sugestão de vocês. Com a instabilidade político-econômica que estamos e até a falta de previsibilidade, estão refletindo muito em algumas opções para colocar meus aportes e não estou conseguindo decidir. Tive um valor considerável (12k) que voltou para a minha conta corrente na corretora depois de um vencimento de um CDB  e me pergunto que eu deveria fazer com ele. Vamos às opções que pensei:

  • CDB pré-fixado banco Pine - 13,xx%, prazo de 5 anos: a taxa parece boa, o banco eu até gosto apesar de estar tendo alguns prejuízos, mas 5 anos é MUITA coisa. Estamos falando de um % pequeno do meu patrimônio, mas ainda assim não quero ficar no prejú e nem correr muitos riscos. 
  • LCA de 97,5% pós fixado, uns 2 anos de prazo: esse daqui é o que eu tenho feito nos últimos meses com meus aportes. Pouco risco, só mantendo a bola de neve crescendo
  • Abrir conta em algum outro banco pequeno que hoje eu não tenho? Aqui coloco essa opção porque hoje tenho boas taxas em alguns bancos que tenho conta aberta (Inter, Sofisa e Daycoval), mas cheguei no meu "limite" com eles do FGC, ou seja, estou chegando nos 220k que eu me coloco de limite no caso de algum deles falir (deixo uns 30k de margem pensando no rendimento do próprio investimento). Vocês tem conta em algum outro banco que recomendam?
  • Alguma outra opção que não estou vislumbrando?

Não estou muito afim de colocar essa grana em ações ou qualquer outra RV. A semana foi boa para  o Ibovespa e vi uma certa recuperação nos valores, tomara que se mantenha.

Qual a estratégia de vocês para os próximos aportes dos próximos meses?

Abs,
IFM

domingo, 16 de setembro de 2018

Resenha de Livro: A Sutil Arte de Ligar o F*da-se

E aí pessoal, tudo bem?

Enquanto amargo grandes prejuízos na RV (Smiles chegando a quase 50% de desvalorização) e penso nas lições que tenho a aprender (e como meu patrimônio poderia estar bem mais alto se eu tivesse com esse dinheiro na RF...rs), aproveito para ler o meu SEGUNDO livro do ano.

Antes tarde do que nunca, mais uma vez. E esse livro me surpreendeu. Não esperava muito dele, achava que eu ia me deparar com frases do tipo: não encane, a vida é muito curta para se preocupar e coisas assim. A verdade é que ele é bem interessante e sai um pouco da caixinha.

Demorei exatos 3 dias para lê-lo. Poderia até ter sido menos. Fato é que ele é um livro muito fácil de ler, parece que você está tendo uma conversa com o autor, do qual eu virei fã. Gosto de livros descontraídos assim, a leitura fica leve e parece que você saiu de um grande Happy Hour com amigos. Recomendo.

Vou trazer algumas das mensagens principais do livro aqui, portanto, os parágrafos abaixo contém spoilers!

Uma das principais mensagens do autor é: não fuja dos seus sentimentos, sensações e adversidades da vida. Elas acontecem justamente para te fazerem aprender, sobreviver e evoluir. Enfrentar essas situações faz com que tenhamos coragem e perseverança. E aí que está a grande chave do livro: a gente acha que felicidade é ausencia de adversidade. Mas isso não existe. O que existe são adversidades pequenas e são essas que torcemos para ter, mas não existirá um momento (nem na IF) em que só teremos soluções. "Tudo que vale a pena na vida só é obtido ao superar o sentimento negativo associado a ele".

Os livros de auto-ajuda normalmente recomendam o contrário: não pense nos problemas, visualize momentos de felicidade, ignore sentimentos ruins. Não é isso que o autor propõe. A idéia aqui é justamente enfrentar a vida de peito aberto, estando pronto para tirar o melhor de cada fase.

Ligar o f*da-se para ele então não significa ser invulnerável, mas se sentir confortável com a vulnerabilidade. E isso não é fácil. Precisamos de um foco muito grande aqui para poder aprender isso e evoluir.

Outro ponto que é dito pelo livro é que você precisa escolher com o que vai se importar. Se importar com tudo não é saudável e com o nada também não. O que é importante para você? É com isso que você vai se importar, o resto, bem, o resto f*da-se.

Nós não gostamos de problemas. Mas eles existem e sempre vão existir. O que temos é que torcer e nos desenvolver para termos problemas cada vez menores. Pensando um pouco na minha vida, ficar desempregada quando eu tinha 100k na conta era um cenário terrível. Hoje, continua sendo algo que me preocupa, mas com 1,05kk na conta não é igual ao que eu sentia no início da caminhada da IF. No futuro, alguns dos problemas que terei serão: como investir meu dinheiro de forma a minimizar o risco de perdê-lo? Limite dos 250k do FGC + 1kk por CPF está aí. Como fazer? Com certeza um problema muito menor do que o de juntar 1kk.

Alguns dos pontos que o autor revela que nos atrapalham são: negação e vitimização. São duas coisas me incomodam muito nas pessoas com as quais eu convivo. Negar problemas e fingir ter uma vida 100% feliz não vai te fazer mais feliz. Se vitimizar culpando sempre alguém ou alguma coisa pelos seus problemas é pedir para ter uma vida completamente triste (convivo bem de perto com uma pessoa assim no trabalho, é terrível).

Outra frase que me marca no livro: "sentimentos são apenas sinais biológicos criados para empurrar as pessoas na direção de mudanças positivas". Nunca tinha parado para pensar nisso, e isso é genial! "Qual dor você está disposto a suportar? O caminho da felicidade é cheio de obstáculos e humilhações". Pensemos, nós no caminho da IF nos sujeitamos a coisas no trabalho e na vida pessoal que muitas pessoas não podem nem imaginar. E qual será o resultado disso? Uma vida mais plena e com procupações menores no futuro, enquanto as outras pessoas lutam até o resto da vida trabalhando de forma morna. "Você é definido pelas batalhas que está disposto a lutar". E é por isso que formamos esta grande comunidade da finansfera aqui.

Adversidade e fracasso fazem adultos mais fortes. Aqui nem preciso explicar, não? Quantos de nós viemos de origem bastante humildes, enfrentamos o diabo para nos diferenciar da massa e estamos aqui muito mais próximos do que um dia já tivemos na IF? Somos fortes, amigos.

 "No final das contas, tudo que pensamos e sentimos sobre uma situação se resume ao valor que damos a ela". Aqui falamos de propósito amigos. Porque economizar para nós é muito mais fácil do que para uma pessoa que nem conhece o significado da IF? Simplesmente porque nós temos o propósito de chegar lá.

O livro traz uma parte bem importante sobre os valores. Os valores é que nos dizem o que é importante para nós, como vamos reagir em determinadas situações e porque iremos nos importar com algumas coisas. Se queremos mudar nossos sentimentos e reações, precisamos mudar nossos valores. O autor nos encoraja a ter valores realistas e controláveis.

Outra parte do livro fala sobre escolhas. E aqui é a grande chave que ainda preciso aprender, e muito. Quando paramos de nos vitimizar e escolhemos como vamos reagir a determinados assuntos, nossa vida muda: "eu escolho me importar com o que? escolho basear minhas ações em quais valores? escolho avaliar minha vida segundo quais parâmetros? e será que escolhi parâmetros bons? bons parâmetros e bons valores?"

A diferença entre culpa e responsabilidade também é uma parte muito interessante do livro. Às vezes as pessoas culpam os outros pelos assuntos mais bobos. Por exemplo: eu não tenho culpa de ser baixinha. Mas eu tenho a responsabilidade de fazer algo com o como eu me sinto com relação a isso. Quando começamos a mudar esse mindset, passamos a ser os verdadeiros donos das nossas vidas.

A postura de aprendiz também é ressaltada no livro. Normalmente gostamos de dizer que já sabemos sobre algum determinado assunto. E aí que está o erro. Quando adotamos uma postura de que sempre temos algo a aprender, mesmo sobre aqueles assuntos que já sabemos muito, nos tornamos humildes e passamos a aprender muito mais. Nos permitimos errar, e evoluir. Uma série de crenças deixam de existir, porque na verdade você não tem mais crenças. Superamos traumas, pensamentos e idéias pré-concebidas.

Mais para o final do livro, o autor também explica sobre o ato de falhar e seus benefícios. Apenas quem não tem medo de falhar que corre riscos e alcança algo maior (seria minha querida RV aqui? rs). Quando temos um problema, o melhor é não gastar horas e horas pensando nele, mas passar para a ação. Cientificamente, ação = inspiração = motivação  = ação de novo. É por isso quando começamos a escrever aqui nos nossos blogs normalmente saimso ainda mais inspirados e motivados.

Por fim, entramos numa parte sobre relacionamentos saudáveis e não saudáveis. Uma parte bem interessante é que o autor fala que relacionamento onde o outro projeta  resposnabilidade e causa dos problemas na outra pessoa, esse não pode ser um bom relacionamento. Confiança, independência e liberdade de ambos os lados fazem de um relacionamento saudável.

O livro termina com uma mensagem de que não precisamos ter medo de nada e, quanto mais sentimos a morte, mais vivemos intensamente.

***

Muitas lições tirei desse livro. As mais ricas foram de pensar que estamos sempre errados e me livrar de crenças, além da questão das adversidades da vida.

É daqueles livros que dá voltade de ler de novo ano que vem e checar, de fato, o que evolui desde a última vez o que li.

Meu próximo livro, que já comecei (e que devo demorar um pouco dessa vez para ler) é A revolução dos bichos.

Tem um livro na minha cabeceira que dei uma abandonada, ele é bem chatinho. Estou lendo super aos poucos.

Abs,
IFM

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A RF é minha pastora e nada me faltará





https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/09/05/tam-decide-fechar-capital-da-multiplus-e-oferece-r-2722-por-acao.ghtml

=´(

sábado, 1 de setembro de 2018

Fechamento de Agosto/18 - R$ 1.052.563,55 (+ 1,89%)

E aí pessoal, tudo bem?

Mais um mês passou e continuamos firmes e fortes na luta. A luta dos milhões. Felizmente um prejuízo que pensei que ia ter não tive, mas em compensação bolsa continua caindo em queda livre e os poucos dividendos que recebi este mês não foram capazes de segurar as grandes quedas.


Mês também de muito trabalho e dedicação. Continuo trabalhando como se eu não tivesse 1 milhão de reais. Dedicação máxima. Deixei exercícios de lado não só por isso, mas por preguiça com o tempinho que andou fazendo no mês passado.

Consegui renovar meu passaporte que era algo que eu precisava fazer desde quando voltei de viagem e estava enrolando. Agora meu próximo objetivo pessoal é ir a um médico (abandonei total idas a médicos desde o final do ano passado) e ver como eu tiro o visto americano.

Indo aos números agora:

Aportes: R$ 15.000,00 - Coincidencia ou não, foi um número fechado.

Rendimentos: R$ 4.493,85 (representam 0,43%) - 4k a menos que no mês passado (uau!). Bolsa caindo, estou perdendo e MUITO em Smiles e Multiplus. Demais ainda no vermelho, mas não com a folga que tenho nessas duas até chegar ao preço médio. Por outro lado, RF também rendendo seus míseros 6% a.a. em média. Estamos aí então, segurando os cintos nessa época de eleições.

Total de crescimento do portfólio em Agosto: R$ 19.493,85 (+ 1.89%) - Número bom, mas recheado de aportes. Queda também em 4k do valor total vs mês passado. 

Renda Passiva (utilizando a TSR de 4%): R$ 3.508,55 - Uhul, 3,5k de renda passiva atingido! Que número lindo, que sonhoooo!!!

Onde apliquei neste mês: uma parte ainda está na conta corrente (estou decidindo o que fazer) e outra foi em ITSA3.

Relação RV vs RF: 8% do meu portfólio está em RV, mix de queda dos preços e compra nova.

Como eu estou com relação à minha meta do ano (1,05kk): ATINGIDA! Agosto, mês do desgosto, foi também o mês que atingi minha meta! Gratidão às oportunidades que a vida me deu desde o final do ano passado. Agora, traçei uma nova meta para fim de 2018: 1,15kk. Atingivel ou não, quero ser capaz de juntar mais 100k até o final do ano, ou seja, em 4 meses. Considerando que cresci 23k mês passado, 19k este mês, considero um tanto quanto desafiador. Vamos ver.


Setembro é um mês que quero fazer muitas entregas no trabalho, deixar o caminho aberto para um bom final de ano. Talvez seja o mês também que eu venda meus dólares e euros (que não estão contabilizados aqui), porque encontrei muitas pessoas interessadas agora (essas altas não terminam, único investimento que tenho bem positivo! rs).

Aproveitei ontem para comprar uns bons livros na Amazon, estou lendo neste momento um livro que não curti muito (título: ocupado demais para ler este livro) e os que comprei foram:
- Mindset
- A sutil arte de ligar o f*da-se
- Ferramenta de titãs
- A revolução dos bichos
- O investidor inteligente


A Amazon estava com frete grátis e descontos incríveis (ainda tem alguns bons livros neste fds disponíveis e o frete continua grátis até amanhã se não me engano). Mais uma oportunidade boa de promoção aproveitada! Cartão de crédito no mês que vem virá "bombando", rs.

Abs,
IFM

sábado, 25 de agosto de 2018

Reflexões sobre empreendedorismo e volatividade do mercado

E aí pessoal, tudo bem?

Mais uma semana passou e estamos caminhando para o fim do mês mais longo do ano: agosto! Incrível como neste ano estranho, até este mês passou rápido não?

Felizmente aquele prejuízo que eu estava prevendo não deve se concretizar. Ainda não tenho 100% de certeza, mas as coisas estão se encaminhando para uma solução mais tranquila - ainda bem! Por outro lado, apertemos os cintos, porque a volatividade de mercado está enorme! Haja coração amigos!

Estava refletindo estes dias e cheguei à conclusão que eu não podia ter tido uma pior entrada na RV. Eu sempre fui bastante conservadora, gosto de ver meu dinheirinho rendendo dia após dia. Me julguem, mas para mim é uma terapia (como eu já disse aqui), ficar acompanhando semanalmente o crescimento do bolo.

E isso a RV não permite. Entrar na RV em pleno ano de eleição, é algo de bater palmas de pé, não é mesmo? Foi o que eu fiz. Sim, meus objetivos são de Longo Prazo, mas não tenho ainda toda essa maturidade emocional para ver 90% dos meus papéis da RV no vermelho, com um preju acumulado de 16,xx% e me sentir plena com o caminho que tomei em 2018. rs.

Todo esse momento está sendo uma verdadeira lição e sei reconhecer isso. Aprendemos e amadurecemos como investidores no ganho e na perda. No caso tem sido mais na perda. Muitas coisas passam pela cabeça como: e se o Brasil virar uma Venezuela? Olho as opções dos top 3 presidenciáveis e me dá um embrulho no estômago. Ainda quero acreditar que tem muita água para rolar nessas eleições e que as coisas devem melhorar lá em Novembro.

Sigo firme, sigo forte, sigo com medo (rsrs). Estou desenvolvendo a paciência, tentando diminuir o nível de ansiedade e acreditando na estratégia de LP. Fico um pouco na dúvida se compro mais ativos (estou com uma grana parada na conta-corrente neste momento por causa disso). Grande parte das histórias de sucesso que leio e vejo de pessoas que chegaram à IF foram de pessoas que aproveitaram para ir às compras em momentos de grande baixa como o que estamos. E aí, vocês estão aproveitando a pechincha para comprar?

Outra coisa que venho pensando bastante é no empreendedorismo. Estou um pouco saturada de trabalhar para os outros. E quando olho para o lado, quando encontro amigos e conhecidos e batemos um papo sobre carreira e profissões, vejo que todos estão perdidos e desanimados com a quantidade que trabalham, o propósito para o que trabalham e a grana que recebem. Vejo um desânimo geral tomando conta.

É aí que eu começo a pensar em abrir alguma coisa, ter o meu próprio negócio. Só não sei o que e nem como. Vejo alguns amigos aqui da finansfera abrindo seus negócios e sendo felizes, apesar do risco. O risco me paraliza um pouco nesse sentido. Complicado pensar em tudo que passei para chegar no nível que estou e pensar em colocar grande parte da grana em algo totalmente incerto. Por outro lado, vejo muitos exemplos de pessoas que encontraram a verdadeira felicidade e propósito trabalhando para elas mesmas.

Essa idéia é algo que devo permanecer refletindo sobre, porque realmente não me vejo muito mais tempo aguentando meu trabalho e trabalhando para os outros. Eu sou uma pessoa que se dedica de forma muito intensa ao trabalho (por mais que eu não esteja muito feliz nele), porque gosto de fazer as coisas bem. Isso faz com que eu deixe muitas outras coisas da minha vida pessoal de lado. Hoje sou jovem, ok, mas preciso começar a pensar no futuro e me cuidar mais.

Sei também que não é empreendendo que eu vou me dedicar menos ao trabalho. Se eu já me dedico hoje, imagino que tendo o meu próprio negócio eu me dedicaria muito mais. As mudanças estão dentro da gente e não em uma condição exterior. Me lembro muito bem quando eu tinha uns 500k (e estava super feliz por ter atingido esta marca) que eu pensava que ao atingir 1 milhão  eu estaria muito "tranquila" e pronta para viver uma vida equilibrada, sem medo de perder o emprego, por exemplo.

Esse sonho chegou e eu vejo que isso não mudou. Eu continuo com medo de ficar desempregada. Eu ainda me dedico como se eu tivesse 3 mil reais na conta. Eu ainda acho que 1 milhão é pouco e que a segurança será com montantes muito maiores, como o meu sonhado 5 milhões.

Reflexões de um quase fim de mês, próximo post deve ser o fechamento mensal de Agosto, que já adianto: não está nada sensacional com essas quedas constantes da bolsa...

Abs!
IFM

domingo, 19 de agosto de 2018

Não demore muito para começar a viver

E aí amigos, tudo bem?

Estava pensando neste final de semana, demorei muito para começar a viver.

Eu vim de família muito pobre. Pobre  mesmo. Desde pequena eu comecei a observar meu ambiente em minha volta e a reparar como o dinheiro movia (ou não) as coisas. Eu não pedia presentes para meus pais. Eu tinha consciência desde muito nova que eles não tinham condições de me dar muita coisa.

E aí fui crescendo, dando muito valor a economizar o pouco que eu ganhava/tinha. Economizava em todas as oportunidades que eu tinha quando eu ganhava algum dinheiro. Isso quando adolescente. Quando me tornei adulta, fui logo dando um jeito de arrumar um emprego. E continuava dando valor ao dinheiro e economizando.

Aos poucos as oportunidades foram surgindo e eu fui adquirindo alguns itens que me faziam bem. Era algum cosmético aqui, um item de roupa ali, um acessório acolá. Mas eu os usava muito pouco. Usava pouco porque tinha sido uma "luta" consegui-los e eu achava que novas oportunidades não iriam surgir tão rápido. Eu queria "economizar" no uso dessas coisas também.

Lógico que isso se misturou também a um problema de acumulação. Eu acumulava e não usava e já relatei isso em algum post anterior aqui no blog. Eu tinha uma meta de idade: aos XX anos eu vou começar a usar tudo que nunca usei.

Amigos, não me julguem. Quem vem de origem pobre sabe do que eu estou falando. Meu primeiro relógio "de marca", eu nunca vou esquecer. Tenho ele até hoje. Cada celular, cada cosmético importado. Todos os "primeiros" eu me lembro muito bem o quão suados foram.

E eis que o tempo foi passado, os anos foram passando e eu usando esses itens de forma muito comedida, com medo deles "acabarem" e eu não ter condições de comprar outro. A situação ficou tão "normal" para mim, mesmo sendo anormal, que até pouco tempo atrás eu permaneci com essa rotina.

Este ano, com armários e gavetas totalmente lotados, alguns itens fora de moda e outros vencidos, me deparei com a triste realidade: eu não usei as coisas quando eu deveria ter usado. Eu deixei de viver essas experiências e hoje elas não fazem mais sentido.

Final de semana passado joguei fora alguns cosméticos (caros) vencidos. Não usei por medo de não conseguir comprar outro (vamos combinar que sai dessa linha de pobreza há algum tempo e mesmo assim minha mentalidade não mudou). Celulares pararam de funcionar e fui obrigada a trocá-los com o tempo. Os relógios felizmente eu ainda posso usar porque não estão fora de moda.

Porém itens de vestuário (que não me servem ou que não faz mais sentido usar hoje em dia) e maquiagens, são itens que já estragaram. Eles apenas estragaram e eu não usufrui deles. Senti a tristeza de mentalmente eu mesma ter me confundido: guardar algo não vai fazer com que você use aquilo no futuro e ele funcione da maneira como ele está hoje. Por isso, não demore muito para começar a usufruir das coisas.

E foi pensando nisso tudo e tirando algumas coisas velhas de algumas gavetas hoje (eu vou demorar muito, mas muito tempo para fazer uma limpa em tudo que acumulei nos últimos anos), que eu pensei se não deve ter algum leitor jovem do meu blog que passe por algo semelhante. Por quê não dividir este aprendizado com eles? Foi o que eu pensei.

Por isso amigos, se você comprou um perfume de 400 reais e está com pena de usá-lo porque foi muito caro: USE, será muito pior daqui algum tempo você ter que descartá-lo porque ele estragou. Tão triste quanto será você abrir uma gaveta e descobrir que guardou uma peça de roupa que gostava muito e que também foi cara, mas que hoje em dia não faz mais sentido.

A grande lição é: pense muito antes de comprar, mas depois de comprado, use. Use até o fim. Sinta pena de algo ter acabado, mas sinta-se feliz por ter tido a oportunidade de usá-lo até o fim. Um dos meus maiores prazeres hoje em dia é ver algo acabar. E percebi que as coisas demoram muito para acabar e mesmo um serum de 30 ml demora bastante (por que afinal eu tinha tanto medo das coisas acabarem? hoje eu penso).

Vamos viver tudo que há para viver hoje! Não demore...

Abs,
IFM

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Aportes e reflexão

E aí amigos, tudo bem?

Por aqui seguimos na luta. Fiz alguns aportes nesta semana:

1) ITSA3 - deu uma bela de uma caída no final da semana passada e resolvi apostar. Afinal, com todos os papéis da RV no "vermelho", o que seria mais um a curto prazo né? rs

2) Fundo Alaska - nunca investi em fundos de investimentos, resolvi apostar um valor baixo neste que dei uma pesquisada e ver se ele me ajuda a dar um up no portfólio. Se der errado, o 0 é o limite e se der certo, talvez eu consiga alavancar alguma coisa do preju que estou na RV. Vamos ver.

Coincidentemente ontem e hoje a bolsa fechou em um patamar legal, vou dar uma atualizada no meu patrimônio para ver como estou (faço isso 1x por semana, mais ou menos).

Agora, mudando um pouco de assunto, estava refletindo o quanto vale a pena fazer fechamentos mensais e detalhar certas situações na finansfera. É um pouco do que alguns outros blogs vem falando e que vejo que se repete em todos os blogs da finansfera: algumas pessoas mal intencionadas cortam a nossa vontade de continuar escrevendo.

Não quero ser mais uma dessas pessoas que desiste de atualizar blogs (finansfera anda bastante em baixa), mesmo porque o blog me ajuda muito a colocar os pensamentos em ordem, traçar estratégias, chegar à conclusões. Mas ao mesmo tempo, me pergunto se vale a pena essa exposição frente à alguns comentários maldosos e pessoas também desocupadas.

Sem inspiração, queria deixar aqui registrado esses aportes em RV que vai ajudar o % da minha RV em aumentar um pouquinho.

Vamos que vamos que não chegamos nem à metade desta semana!

Abs!
IFM