sábado, 14 de julho de 2018

E o futuro do trabalho?

E aí pessoal, tudo bem?

Estava lendo a Você S/A hoje e me deparei com a matéria da capa "com trabalho e sem emprego". Detalhe, antigamente eu frequentava livrarias para não ter que pagar pela revista, hoje em dia eu a assino, mas estou pensando em parar de assinar (porque não vejo tanta utilidade nas reportagens).

Comentário sobre como se manter atualizado e não pagar nada por isso à parte, fiquei assustada com os números dessa matéria. Hoje, metade das pessoas que estão no mercado de trabalho são CLT e a outra metade, são autônomos, freelancers, enfim, pessoas que não tem o registro formal em carteira.

Honestamente eu não imaginava que tinhamos um número tão relevante assim. A explicação disso é parte a crise pela qual passamos, mas muitos outros fatores influenciam. A projeção é que nos próximos 5 anos vamos ter uma proporção 80% - 20%. E aqui os 80% são de autônomos, sendo que 20% apenas serão os CLTs.

Acredito que tenham prós e contras nos dois modelos de trabalho. Mas não podemos deixar de ressaltar que, tirando alguns autônomos que realmente tem um ganho muito superior à média (TI, médicos, dentistas, etc), a grande maioria vive em sub-empregos e chegam a ganhar até 50% do salário de uma pessoa em função similar, mas com registro em carteira.

A reportagem mostra pessoas muito bem qualificadas, com graduação em universidades internacionalmente reconhecidas pela sua qualidade, com mestrado e outras pós-graduações em cursos que pelo menos eu imaginava que tinham uma ótima demanda no mercado de trabalho. Entre os exemplos da matéria, temos jovens que acabaram de se formar, pessoas que mudaram o rumo de carreira por não aguentar a rotina de um emprego formal e até pessoas em idade mais avançada que foram desligadas e tiveram que buscar outro caminho.

Independente da situação, a reportagem ajuda a mostrar quais os cuidados que esses tipos de profissionais tem que ter, afinal, nem INSS e nem FGTS estão garantidos. Quando pensamos em benefícios, como plano de saúde, ele também está por conta da pessoa.

Trouxe esse dado no blog porque acho algo relevante para pensarmos no futuro. Daqui 5 anos eu quero estar muito próxima da minha "aposentadoria" para chegar na IF. Mas e os jovens que se formam agora? Estão preparados para trabalharem como autônomos, talvez por projetos (e com entre-safras de trabalho remunerado)? Será que as pessoas estão preparadas para uma remuneração quem sabe menor  que esse tipo de situação trará?

Na nossa comunidade da finansfera temos pessoas muito bem remuneradas e, essa situação, nos permite ir numa velocidade alta em relação à IF. A matéria da revista me mostrou pessoas super bem qualificadas, mas que estão enfrentando uma dificuldade enorme para manter um mínimo nível de renda. Pessoas que trabalham muito além das 12 horas diárias, que mantem em paralelo 2, 3 e até 4 negócios. E é por isso que eu quero aqui destacar o quão gratos temos que ser pela nossa situação atual.

Não sou 100% feliz, pois deixo sim, muita coisa de lado para exercer meu trabalho e ganhar meu dinheiro. O cuidado com a saúde (exercícios físicos e idas a médicos) estão muitas vezes de lado e atrasados e reclamo por causa disso. O stress e a pressão são altos no trabalho. Porém, não podemos deixar de ser gratos por ter um padrão de vida muito além do que essas pessoas da reportagem podem ter. Temos um trabalho digno, somos bem remunerados por isso e vamos atingir à IF com a nossa persistência. Lógico que tudo isso fruto do nosso suor, mas também fruto de sorte e oportunidades pelo caminho.

Bom, nesse finalzinho de sábado o que eu queria mesmo era transmitir esse sentimento de gratidão pelas oportunidades que a vida me deu, pela carreira que pude construir e pelo futuro que deve ser muito bom para mim e para vocês. Vendo a situação de muitos brasileiros, eu não poderia deixar de me comparar com essas situações e ser extremamente grata pelo o que alcencei até agora.

Abs,
IFM

8 comentários:

  1. Engraçado..
    A propaganda do governo e dos mercadistas para aprovar a reforma da clt era de que ia aumentar a taxa de formalidade. Engabou direitnho...rs
    Abraco

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    1. Ah sim IM,as estatísticas mostram o caminho que estamos traçando...

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  2. Hehehehe tinha que ser muito inocente para acreditar que a situação melhoraria em razão da "reforma"
    Enfim, engabados novamente kkkkk

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  3. Empregos formais a tenência é de diminuir mesmo, tanto em regime celetista como via concurso público ou estatutário. Creio que as universidades pecam por não formar uma profissional para ser dono do "próprio nariz " por meio de empreender ou mesmo trabalhar de forma autônoma, lembro que na minha faculdade as empresas eram convidadas a fazer entrevista de estágio ali mesmo. Também já assinei a você s.a, más cancelei.

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    1. É Beto, na minha universidade também não tive muito conteúdo sobre isso...o estudo no Brasil está em 1920 ainda...

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  4. Estamos caminhando para um futuro onde não tem emprego para todo mundo, como resolver isso eu não sei... vai ser muita gente para pouca coisa a se fazer, vejo isso na índia onde no hotel tem um cara para dar bom dia, outro para abrir a porta, mais dois para carregar malas, 3 fazendo check in, etc... Todos fazendo oq umas 3 pessoas poderiam fazer, e o salário obviamente é um lixo. Resumindo, muita gente no mundo... eu faço a minha parte e não terei filhos (por muitas outras razões, mas também pq o mundo no momento não precisa de mais gente), quem sabe depois de um apocalipse nuclear eu volte a pensar no assunto!rs

    Sr. IF365

    Blog do Sr.IF365 | Acompanhe meus últimos 365 dias antes da IF e Aposentadoria Antecipada
    www.srif365.com

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    1. Se você sobreviver ao tal eclipse.
      Realmente a questão do emprego é complexa. O que deve acontecer é o que já vem ocorrendo no Brasil a algum tempo, um achatamento dos salários de boa parte das profissões.
      Muitas pessoas com ensino superior ganhando entre 1.5 e 2k e outros tantos desempregados, esse cenário deverá ser cada vez mais comum.
      O sonho da carreira de sucesso e bem remunerada cada vez será restrito a poucas profissões.
      Ao lado disso os financiamentos se tornarão cada vez mais algo vtal a economia, visto que a maioria das pessoas não terão condições de adquirirem bens de valor um pouco maior a vista.
      Em casos mais urgentes governos passarão a cada vez mais implementarem ou incentivarem o controle de natalidade e planejamento familiar a fim de evitar um possível caos social.

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