sábado, 22 de julho de 2017

Renda Passiva

Olá amigos, tudo bem?

Últimas 2 semanas tensas de muito trabalho e muitas emoções nele. Tanto é que não consegui atualizar o blog no último final de semana. Ainda não passou, mas resolvi dar um tempo em tudo para fazer coisas que gosto: beber com amigos, fazer um bom exercício físico hoje de manhã em um parque da cidade e, claro, acompanhar a evolução dos investimentos. Não poderia deixar também de vir aqui e dar um alô para vocês!

Além de acompanhar a evolução de quanto aporto mensalmente, como os investimentos estão rendendo e fazer projeções para os próximos meses/anos, uma das contas que mais gosto de fazer é de renda passiva. A renda passiva é de fato o que me mostra se estou evoluindo ou não nessa caminhada do dia-a-dia, por isso, comecei a consolidá-la faz pouco tempo.

Para quem não sabe o que é renda passiva, de forma simples, é aquilo que você poderá contar para viver após descontados os efeitos da inflação. Muita gente, por exemplo, pode achar que com meu patrimônio de 700k e rendimentos de 1% ao mês, eu tire 7.000 reais por mês de renda passiva, correto? Não. E esse é um conceito-chave que todo sonhador da IF precisa saber. Com os efeitos da inflação, esse dinheiro que rende todo mês não pode ser retirado em toda a sua totalidade, caso contrário, sem patrimônio corre grandes riscos de acabar em algum tempo.

O correto mesmo seria saber quanto foi o rendimento (usando o exemplo acima, digamos, 7k), descontar a inflação do mês (vamos supor que foi de 0.5%) e só aí utilizar o dinheiro restante (que neste exemplo, seria de 3.5k).

Como vocês já sabem que sou hiper-ultra-mega conservadora, eu utilizo o conceito da Taxa Segura de Retirada, a TSR. Existem 2 excelentes artigos curtos sobre a TSR, vou deixá-los aqui abaixo:
Texto 1 - TSR
Texto 2 - TSR

Apesar de polêmica, eu considero a TSR bastante segura e conservadora, então é isso que eu considero para o meu dia-a-dia. Então, todas as vezes que atualizo na minha planilha, o meu patrimônio, coloco em qual nível de renda passiva eu cheguei com ele. 

No meu fechamento do mês de junho, por exemplo, eu estava em 2.398 reais de renda passiva. Isso significa que são 2.398 reais que eu poderia usar livremente, para fazer o que eu quiser, sem me preocupar em corroer meu patrimônio. Para quem ainda não entendeu como fazer a conta da TSR, a fórmula é a abaixo:

(Patrimônio Total x 4%) / 12

Com isso, você chega no seu valor mensal. Sei que 2.398 reais não é um valor absurdo, continuo na minha jornada firme e forte, mas me dá uma certa segurança pensar que tenho esse salarinho para sobreviver se algo der errado no trabalho. Meu objetivo é muito maior que esse, seria em torno de 15k de renda passiva, mas sei que este já é um bom valor. Sei também que vou desistir muito antes dos 15k deste trabalho, principalmente quando meu patrimônio estiver andando por si só.

E você, já sabe a quantas andas sua renda passiva? Conseguiria sobreviver com esse valor hoje?

Hoje eu até conseguiria sobreviver numa vida sem luxo, sem muita diversão, realmente sobrevivendo. Mas não é para isto que vim na vida né? Vim para me divertir e muito! Por isso, vamos que vamos!

Próximo post estou pensando em falar um pouco sobre meus gastos e como faço para equilibrar uma vida boa e gastos teoricamente pequenos (lógico que queria gastar bem menos! rsrsrs).

Abraços!
IFM



domingo, 9 de julho de 2017

Carteira de Investimentos

Conforme prometido, post de hoje dedicado à minha carteira de investimentos.

Vale contextualizar um pouco e dizer que quando eu era estagiária, comecei a me interessar muito por ações (small caps) e eu me aventurava com o meu pequeno salário na época em ações que valiam centavos e ficava acompanhando minuto a minuto o que acontecia com elas. Ganhei muito dinheiro (pelo menos era o que eu achava na época), cheguei a "dobrar meu salário do mês" com essas small caps e um belo dia, perdi metade de tudo que tinha ganho. Fiquei assustada na época e parei de arriscar meu dinheiro. Comecei a estudar mais sobre renda fixa.

Digo isso, porque analisando hoje a composição da minha carteira, vejo que sou extremamente conservadora. Aliás, estava até pensando se isso não seria uma característica feminina. Talvez isso seja assunto para um outro post. Mas basicamente, meu dinheiro está dividido da seguinte maneira:

LCA/LCI 65%
CDB gde banco 24%
CDB peq banco 3%
Tesouro Direto 8%
FII 1%

Dando um pouco mais de explicação:
LCA/LCI - virou meu grande queridinho quando comecei a investir para valer, em 2015. Consegui taxas bem atrativas de 96-98% com liquidez para 2 anos, em pequenos bancos. Eles estão vencendo neste ano e no ano que vem e estou realocando em outros ativos. 

CDB de grande banco - essa foi a maior burrada da minha vida financeira. Coloquei grande parte do meu capital em um produto financeiro que renderá 100% do CDI assim que completar 3 anos de aporte (e tem vencimento de 5 anos). Por enquanto ele está fazendo 2.5 anos, não vou retirar mais esse valor, já que estarei chegando nos 3 anos em poucos meses. Mas foi uma grande burrice que fiz logo quando comecei a investir "para valer". Foi aqui que coloquei as economias que eu já tinha juntado em 2015. 

CDB de pequeno banco - um CDB que rende mais (114%), liquidez em 2 anos. 

Tesouro Direto - aqui tenho uma mescla de pré-fixado (em menor porcentagem) e IPCA com diferentes datas de vencimento. 

FII - a única parte variável e arriscada da minha carteira. Tenho um valor baixo em um único FII que está me dando algumas alegrias porque está valorizando. Definitivamente preciso entender mais de FIIs...

É isso. Como trabalho demais, não tenho me dedicado ainda em entender à fundo como funcionam ações, fiis, ETFs e etc. Também não quero me arriscar sem conhecimento. Cada 1 real vale muito e não quero correr o risco de perde-lo. Acredito que após o 1 milhão eu mude um pouco de estratégia e queira arriscar um pouco mais. Ainda mais com a SELIC em queda, será quase que necessário quando os juros reais não forem mais essa maravilha do universo que estamos vivendo neste ano e que vivemos no ano passado. 

Em um dos comentários alguém citou que eu não devo girar muito meu capital. Na verdade eu giro quase que zero. Novos aportes eu vou colocando nos rendimentos que fazem sentido para mim, mas de fato não costumo ficar girando capital, pois além de dar trabalho, às vezes ainda pagamos taxa. 

Meu objetivo por enquanto é continuar em aportes consistentes para acumular capital e chegar logo no 1M. No próximo post acho que vou falar um pouco sobre meus gastos. Minha fatura de um dos cartões de crédito acabou de fechar (e fechou em patamares baixos, ufa!). 

De resto, tive um final de semana bastante agitado: aproveitei bastante minha sexta à noite com amigos, ontem sai durante o dia inteiro (e ainda aproveitei bem à noite) e hoje acordei tarde e trabalhei (faz parte). Foi bom para relaxar um pouco e curtir a vida. Devo ter gastado uns 200 reais muito bem gastos ao longo do fds!

E vamos para uma nova semana, que seja de muito sucesso para todos nós!

Até mais!

IFM


domingo, 2 de julho de 2017

Fechamento de Junho/17 - R$ 719.661,56

Fechamento de Junho/17 - R$ 719.661,56

Primeiro fechamento mensal, vou começar a compartilhar minha jornada em termos monetários com vocês. Quem olha esse valor, pode achar que eu já iniciei com um montante desse, certo? Não é bem assim...

Bem, venho fazendo minha humilde planilha de acompanhamento há apenas 2 anos, então é esse o histórico que tenho:

Primeira anotação de patrimônio - em 23/02/2015:
R$ 192.030,00

Foi neste valor que comecei! Comecei as anotações, porque na verdade, eu já aportava e guardava meu rico dinheirinho desde que me conheço por gente.

Acabei contando em posts anteriores, mas o que me fez de fato mudar foi com uma mudança inesperada na minha vida - antes dessa época, eu apenas juntava o dinheiro, sem ter nenhuma estratégia, sem planos, sem grandes ambições. Guardava quase que na poupança (na verdade, em um DI de um grande banco) - que vergonha! E foi bastante "suado" juntar esses 192k. Considerando que eu comecei a fazer uns freelas em 2008 e a estagiar em 2009, estamos falando de dinheiro guardado desde essa época. 7 anos de "ralação" ganhando bem, mas beeeeeeemm pouco, e após 84 meses, 192k. Os juros compostos ajudaram muito, porque a média de 2,2k por mês não é real. Mas infelizmente, não tenho registros da evolução patrimonial nesta época.

Vamos então, à evolução desde 2015:

31/12/2015 - 308.382, 06
31/12/2016 - 532.782,71
31/12/2017 - ??? - estimação agressiva: 850k


Uma pena eu não ter o blog nessa época, me lembro de algumas emoções na acumulação, mas nem todas. Final de 2015 foi quando eu comecei a ver os frutos do planejamento: consegui acumular quase o mesmo montante que levei para acumular de 2008 a 2014. Isso me deixou empolgada. Comecei a planejar cada detalhe de cada montantezinho que entrava e comecei também a curtir mais a vida e viajar, pois sabia da tranquilidade que os rendimentos me traria.

2016 foi um ano muito bom. Eu consegui promoções no trabalho, alguns bônus também no trabalho e minha carreira passou por um momento ótimo. Isso fez com que eu chegasse ao meio milhão. Lembro-me direitinho quando olhei para a minha planilha e pensei: MEIO MILHÃO! Metade do meu sonho foi atingido!!! Demorou uns dias até cair a ficha que eu era uma meio-milionária. Comecei a ver que a IF era possível. Ao menos o milhão era possível.

Em 2017, os rendimentos estão bons. Tive uma grata surpresa no inicio do ano no trabalho e isso tem ajudado nos meus aportes. Sempre bom dizer que não tenho no meu patrimônio nenhum imóvel, carro ou herança. Tudo é fonte do enorme suor do trabalho e estão espalhados em diferente contas de bancos/corretoras. E isso dá um orgulho enorme. Sigo firme e forte e neste mês ainda vou conseguir sacar o tão suado FGTS (finalmente!!!), então o patrimônio irá crescer numa proporção muito maior do que o normal em Julho/17.

E como estou nessa jornada? Feliz, vendo que é possível chegar à IF  e curtir um pouco mais a vida. Uma parte de mim ainda me joga na cara que não vou conseguir o 1 milhão antes dos 30 anos (sonho de criança...rsrs). O que eu coloco de estimação agressiva, já é contando com férias, 13º, saque do FGTS, etc, etc. O milhão realmente vai ficar para 2018. E tudo bem, é um milhão que está batendo na porta!!! =)

Neste ano ainda tenho uma viagem programada em Setembro e para o ano que vem, uma em fevereiro (carnaval, rs) e uma bem grande em junho (europa, pela primeira vez! uhul). Persigo o milhão assim, sem deixar de fazer o que mais gosto (que é viajar) e que de fato consome um dinheiro considerável. Prefiro deixar a IF "atrasar" alguns meses ou até anos e curtir minha juventude, do que ter milhões e milhões antes dos 35 e não ter curtido nada, começando a viver só nessa época.

Planos para a IF? Eu tenho um número na minha cabeça (5 milhões) que não sei quando vou exatamente alcançar. Estes 2,5 últimos anos foram tão incríveis em termos financeiros, que sinceramente não sei o que os próximos vão me reservar. Alcançando o primeiro milhão (planejado para o 1º semestre de 2018), já ficarei mais tranquila. E alcançando os 2 milhões (imagino que em 2020), saberei que conseguirei viver com os frutos dele. Logicamente que o objetivo não é só "conseguir viver", mas viver com tranquilidade e conforto, por isso que minha aspiração são os 5 milhões. E imagino também que depois dos 2 milhões, o 3º, o 4º e o 5º devem vir super rápido, sem necessitar de grandes aportes, como no início da nossa caminhada!

Então, sem segredo, vamos aportando, escolhendo bons investimentos e planejando os próximos passos, com fé e perseverança!

No próximo post posso falar em mais detalhes sobre os investimentos que possuo...

Até mais!

domingo, 25 de junho de 2017

Domingo à noite

Sei que prometi nas próximas postagens postar sobre meus investimentos, valores, etc. Infelizmente tenho uma planilha bem caseira e quero organizá-la antes de dividi-la com vocês. Acredito que semana que vem já consiga fazer isso, já com os valores de aportes deste mês e tudo mais - seria o meu "fechamento de Junho/17".

Enquanto isso, vamos à mais um assunto: como você se sente nos domingos à noite/tardezinha? Aposto que teremos muitas respostas distintas.

Eu já tive diversas fases:
- já curti o domingo à noite como se fosse um sábado!
- já hibernei em todos os meus domingos, pensando em "economizar" energia para mais uma semana
- já tive pesadelo sobre o dia seguinte, ao ouvir a musiquinha do faustão
- já nem percebi que domingo era um dia "anormal"
- já trabalhei como se fosse um dia normal e de trabalho
- e hoje: aproveito para descansar, me organizar para a semana e raramente saio.

Estou feliz com isso? Não, mas já tive fases piores, como trabalhar sem parar.

Hoje estou nesta fase porque me desgasto demais durante a semana e preciso de um dia para "relaxar" e por as coisas em ordem, visto que durante a semana a rotina é um caos! Basicamente organizo minha semana desta maneira:

Segunda - começo devagar, com um pouquinho da preguiça do final de semana. Tento não exagerar nas horas trabalhadas para poder aguentar os próximos dias
Terça - normalmente as demandas já chegaram à todo vapor e as horas de trabalho aumentam.
Quarta - dia de imprevistos. Horas trabalhadas aumentam consideravelmente.
Quinta - trabalho como se não houvesse amanhã, afinal dia seguinte já é "sexta-feira"
Sexta - é um dia mais relax no trabalho. Poucos emails, pessoas que fazem "short friday", tento relaxar e me preparar para a semana seguinte. Fecho as últimas pendências da semana. Sexta é um dia sagrado para mim - saio até no máximo às 17hs.
Sábado - dia de sair, passear e curtir a vida. Raramente faço algo relacionado à trabalho nesse dia, eu realmente aproveito para fazer o que gosto.
Domingo - dia de cair na realidade de volta (rs). Acordo tarde, descanso, fico em casa e ponho as coisas no lugar. Aproveito para trabalhar se de fato estou atrasada com algum assunto.

Ainda não cheguei no milhão e acho que vou seguir essa "rotina" enquanto não chegar nele. Fico imaginando que quando chegar nele, vou querer deixar meus finais de semana "maiores" e minhas semanas mais curta. Pelo menos, é o que eu imagino, vamos ver!

Estou falando disso, porque já tive fases de loucura insana: trabalhar o quanto eu podia, inclusive de finais de semana. Teve 2 deles que eu trabalhei direto, sem pausas. Conclusão dessa fase: chegava na segunda-feira extremamente estressada, pavio curto e com a energia pesada. Percebi que não valia a pena e mudei.

Sei que muitos de nós procuramos a IF à todo custo e queremos que ela chegue o mais rápido possível. Mas ainda assim, vejo que equilíbrio é fundamental para chegarmos lá. De nada adianta trabalharmos loucamente para sermos promovidos e aumentarmos nossos aportes, mas se não tratarmos nossos colegas de trabalho bem, se não parecermos "maduros" e resilientes no ambiente de trabalho e se não tivermos com a cabeça "tranquila" para aguentar a pressão do dia-a-dia e resolver os problemas cotidianos, não seremos valorizados como profissionais e não chegaremos onde queremos.

Por isso, hoje em dia eu tenho sim meus dias "sagrados" de relaxamento, curtição e mente tranquila para aguentar bem o dia-a-dia no trabalho e poder crescer cada vez mais. E o blog tem me ajudado com isso também!

Bora para mais uma semana de lucratividade, rendimentos e aportes? Nesta semana tenho pagamento de salário (uhul, mais um!!!). Boa semana para todos nós!

Abs,
IFM

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Trabalhar "direito" ou desencanar, eis a questão!

Tenho visto que a Finansfera fica um pouco mais tranquila durante a semana. Todo mundo trabalhando árduo para conseguir conquistar seus objetivos? Não tenho dúvida disso. Mas muitas vezes me pego pensando até que ponto as relações de trabalho estão saudáveis hoje em dia.

Desde que comecei a trabalhar, uma coisa me incomodava demais: a falta de limitação atualmente entre horário de trabalho e horário de vida pessoal. Parece que de lá para cá as coisas apenas pioraram.

É provável que você não trabalhe em um escritório ou numa empresa nacional ou multinacional e não conheça essa realidade (dura). Sorte a sua! Para grande parte da população, a linha que separa o horário do trabalho com sua vida pessoal está cada vez mais tênue.

Vejamos 30 anos atrás. Na verdade, não precisamos ir muito longe. Vejamos a geração dos nossos pais. Meus pais iam trabalhar, das 9h às 18h. Tinham a sua hora de almoço. Saiam e (entravam) pontualmente. Hora extra? Somente com autorização por extrema necessidade e sempre remunerada. Férias? De 30 dias e sem interrupções. Laptop, celular corporativo ou qualquer ferramenta semelhante? Só cargos extremamente elevados.

Vejamos hoje: não temos muito horário para entrar, mas também não temos nenhum horário para sair (e ainda nos gabamos que temos "flexibilidade". Home office? Claro, podemos fazer sim, afinal, o resultado é que importa e você jamais conseguirá entregá-lo trabalhando suas 8h/dia. Hora do almoço? De vez em quando e raramente com "amigos", normalmente é o famoso "work lunch" ou uma passadinha em algum lugar porque o dia tem que render. Horas extras? Sim, muitas. E não remuneradas. E digo mais, muitas vezes elas não são nem registradas. Férias? Claro. Divida em 10 vezes e esteja disponível para emergências (que ocorrerão dia sim, dia não, se você tiver sorte). Parabéeeeeeeeens, vc ganhou um laptop, um celular corporativo e qualquer outra ferramenta que te permitirá se tornar um escravo nosso. Uhul!

Pode parecer exagerado, mas é exatamente assim que vejo a relação de trabalho hoje em dia. As empresas usam palavras bonitas como home office, flexibilidade, short friday e os funcionários se enganam achando que eles estão "empoderados".
- Eu que decido a hora que trabalho. Ah, jura? Então porque você fica vidrado num churrasco em um sábado quando chega email na sua caixa pelo celular?
Para mim, isso é trabalho escravo modernizado. E foi por isso que eu me desencantei tão rápido com esse trabalho no mundo corporativo.

Alguns dirão: então você escolheu a profissão errada! Será? Quando troco idéias com amigos, os assuntos são sempre os mesmos: queria ter mais tempo, queria equilibrar vida profissional e pessoal, queria ganhar mais dinheiro, queria, queria, queria. Nos tempos de crise atuais, a situação está ainda pior:
chefe: ah, você acha que está trabalhando muito? Você sabia que tem 14 milhões de brasileiros loucos para ocuparem o seu lugar?
você: pois é...

É o como, e não o que. Trabalhar pode e deve ser bom. Deve ser positivo. Deve ser enriquecedor. Não tenho dúvidas disso. Tudo se perde quando a relação neo-escravista (sim, inventei esse termo..hihihi) passa a tomar conta do nosso ambiente de trabalho. Alguns exemplos:
- já vai? então quer dizer que você está desmotivado? (horário - 18h)
- fulano, sei que você está com muita coisa, mas teremos um corte, você terá que assumir mais Y.
- semana que vem é semana de avaliação de desempenho e quem entregar mais e receberá o único aumento que temos planejado para este ano!
- você tem certeza que vai sair de férias? Mas olha, vai ter que ficar conectado, porque o projeto não pode parar né?
- ciclano, e aquele feriadão ein? Chefe está querendo X, Y, Z, vamos ter que nos reunir para dar uma adiantada né?
- (no HH): nossa, que loucura né? tenho trabalhado em média 14hs por dia, mas hoje em dia é assim mesmo né?

NÃO, NÃO É E NÃO TEM QUE SER. Eu estou inserida nesse meio. É difícil sair depois que você já entrou e já fez carreira nisso. Quando você muda de empresa pode ter a sorte de encontrar uma situação melhor (que não é meu caso hoje). Minha situação hoje é: 14 horas diárias de trabalho (pelo menos), noites viradas fazendo planilhas, cobrança atrás de cobrança (e zero tempo para "respirar") e um ambiente extremamente hostil. Posso mudar de empresa? Claro. As coisas mudarão 90%? Não.

Sempre quis a IF, mas nunca quis tanto quanto hoje. A falta de IF é o que faz cada vez mais pessoas se sujeitarem a esse tipo de ambiente e não falarem: CHEGA! Eu não vou ficar, eu não vou fazer e eu não concordo! Os carnês no final do mês nos transformam em pessoas mais "fortes". E vamos superando, dia após dia. Vamos deixando a academia de lado, o encontro com os amigos para 1x ao ano e no final de semana, quando não se trabalha, você só quer descansar assistindo netflix para recarregar as baterias.

Gente, onde o mundo se perdeu? Onde a relação de respeito: "8hs suas são minhas, o resto elas são suas e eu não tenho nada a ver com isso" foi parar? Meus pais olham para mim e sei o que eles sentem: pena. Pena porque na minha idade eles conseguiam aproveitar a vida muito melhor. Com muito menos dinheiro, mas a vida para ser vivida, principalmente na juventude, não precisa de grandes quantias.

Então, conto os dias para a IF. O dia que entrarei no escritório e saberei que não dependo de nada e nem de ninguém e que poderei fazer meu horário de 8hs/diárias e simplesmente IR EMBORA quando eu quiser.

Hoje foi um post desabafo. Não tem sido tempos fáceis de trabalho, mas tenho uma garra enorme e sei que essa fase vai passar, afinal, estamos investindo para isso, certo?! =)

E vocês, o que tem feito para trabalhar pelos seus sonhos, mas sem deixar a vida passar por uma janela?

sábado, 17 de junho de 2017

Status e Dinheiro

Feriado! Que maravilha! Um tempinho a mais para colocar as pendências em dia e aproveitar o que tem de bom na vida: tempo livre! =)

Mas vamos ao assunto deste post: status. Vocês já repararam como o status nos atrapalha no caminho para uma vida mais saudável financeiramente? Outro dia parei para pensar nisso, porque passei por uma das inúmeras situações que passamos quando estamos no caminho da independência financeira e queremos usar o dinheiro de forma mais racional possível.

Estava eu no shopping e meus amigos todos óbvio que possuem o Sem Parar. Isso evita que eles tenham que parar 30 minutos para pegar um ticket do estacionamento e outros 2 minutos para pagar em um desses totens eletrônicos. Pois bem, fui parar os 2 minutos para pagar meu estacionamento e aí começou: "noooooossa, você ainda não tem Sem Parar?" e também os "Nooooosssa, mas como é mão de vaca mesmo ein!!!". Rs. Eu dou risada.

Dou risada porque essas mesmas pessoas que se "gabam" de ter o bendito do Sem Parar são as que estão comprando apartamento financiado em 35 anos. São as que já compraram apartamento financiado e estão comprometendo 50% ou mais da sua renda com as prestações, condomínio e etc. São aquelas que falam que não podem viajar, porque estão "sem dinheiro". Mas logicamente, como menina educada, não estou jogando isso na roda quando estou pagando meu ticket. Pago e saio tranquilamente do shopping, pensando que isso pode ser um tema para meu próximo post.

Pagar o ticket do shopping ainda é algo raro para mim. Eu odeio gastar dinheiro em estacionamento. 80% das vezes eu encontro uma vaga próxima do estabelecimento e faço uma caminhada de 5 minutos que faz muito bem à saúde. Enquanto a maioria da população está parando nos vallets e pagando 25 reais para que o automóvel também esteja estacionado na rua. Mas, parar no vallet é "chique". Ninguém quer sair de um bar e falar que vai caminhar 5 minutos até o carro. A chance de você ter olhares em sua direção de desaprovação e comentários sem noção, são enormes! Só os fortes conseguem passar por isso! rsrs.

Quis dizer alguns exemplos para mostrar que no nosso caminho para a IF, teremos que passar por cima de status e egos para conseguir chegar mais rápido onde queremos. E honestamente, depois de um tempo vemos que no futuro nós continuaremos sem querer pagar mensalidades inúteis e vallets exorbitantes. Pra quê, não é mesmo? Você já superou seu ego, seus amigos já sabem que você gasta dinheiro de forma consciente (o que eles chamam de mão de vaca) e você já se acostumou a tudo isso. Por outro lado, você está comprando carros à vista, apartamentos pela metade do preço que eles pagam (afinal, 50% da prestação é juros, se não for mais!!!) e você depois de tudo isso ainda consegue viajar para lugares belíssimos e jantar nos melhores restaurantes. Sabe aqueles vallets que no final do mês representam mais de 100 reais em gastos? Pois bem, eles renderam juros e agora você pode viajar! Life is good!

Então, sejamos fortes. O caminho da IF é árduo, mas mais árduo é um caminho do status com prestações exorbitantes e dívidas batendo na sua porta constantemente. Ou o que eu acho ainda pior: a obrigação de trabalhar para sempre. De morrer de medo que no próximo corte seu nome esteja na lista. De engolir sapos e mais sapos, afinal você "precisa" daquele emprego. E de não conseguir deitar a cabeça no travesseiro pensando que na última reunião você se deu muito mal e pode ser demitido no próximo ano.

É, status não é absolutamente nada, quando você tem um objetivo e dia após dia, ele está cada vez mais perto!

Aproveitem o restinho de feriado! E bora fazer umas continhas na planilha de planejamento financeiro... ;)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Planejamento - por que ele é tão essencial?

Às vezes leio que sem planejamento a gente conquista nada ou muito pouco. Sempre duvidei disso, afinal, não achava que teríamos que escrever no papel (ou em uma planilha) algo para de fato conseguirmos atingi-lo.

Desde o colégio, quando eu decidi que ia ser milionária (rs), eu tinha meu planejamento "mental" (sem colocar no papel): eu ia guardar o máximo de dinheiro que eu poderia até atingir o patamar que eu desejava. Isso de fato aconteceu, entrei na faculdade e quando consegui começar a trabalhar como free lancer eu comecei a guardar tudo o que eu poderia de dinheiro. Logicamente que no começo não foi muito, mas de fato comecei a transferir para a poupança as pequenas quantias que eu conseguia.

Quando comecei a estagiar e fui efetivada, continuei com essa estratégia de guardar tudo o que eu poderia na poupança. Acho que isso nunca me levou a lugar nenhum e eu só fui reparar nisso, quando mudei de emprego.

Quando mudei de emprego, passei a ganhar mais e aí de fato me dei conta que tinha passado os ultimos 5 ou 7 anos guardando migalhas. Migalhas porque eu não tinha um objetivo. Algo aconteceu com essa mudança que eu comecei a olhar mais de perto 2 pontos:
1) como eu poderia aproveitar melhor o dinheiro que eu estava conseguindo guardar (melhor rentabilidade)
2) como que eu poderia guardar de fato mais dinheiro (maximizar meus aportes)

Com os 2 pontos acima eu comecei a planilhar meus objetivos e a me interessar mais em assuntos de rentabilidade e maximização de aportes. Com a planilha me mostrando mensalmente o como eu estava evoluindo (ou não), senti que tinha alguém fazendo "pressão" para que de fato os números evoluíssem. Parece alguma conversa para fazer "boi dormir", mas de fato não é. Foi a partir desse momento que eu tirei meu dinheiro da poupança e comecei a ver outras possibilidades mais rentáveis. Foi a partir desse momento que eu comecei a me focar como nunca na minha carreira e comecei a receber promoções e aumentos, até mais de 1x ao ano.

E aqui estou, 2 anos depois, contando para vocês que consegui quase quadruplicar meus valores em 2,5 anos. Isso significa que estou muito perto do meu objetivo inicial (ano que vem no primeiro semestre sei que vou atingi-lo) e ao mesmo tempo, deixei meus objetivos mais parrudos.

Não quero mais apenas me tornar milionária. Quero viver dos meus ativos. Quero deixar de trabalhar quando eu sentir que a hora chegou. Não quero mais depender dos outros. E isso é incrível.

Às vezes paro para pensar que se eu tivesse estabelecido objetivos e me planejado desde o início, eu já teria uma quantia incrível de dinheiro. Se em 2 anos minha vida mudou tanto, imaginem em 5, 6 anos. O planejamento faz algo incrível por nós mesmos. E é uma delícia planejar e ver que estamos conseguindo alcançar o que queríamos. Experimentem para ver e crer.

Mesmo sem ter me dado conta disso há 6 anos atrás, sinto gratidão por ter iniciado nesse jornada há 2 anos. Me sinto empoderada e sei que enriquecer de fato é uma questão de escolha e planejamento. E você, o que está fazendo hoje para concretizar seus objetivos?