quarta-feira, 25 de abril de 2018

Minha rotina na IF

Tem dias que tudo é tão corrido, eu não tenho tempo para nada e me pego pensando no final do dia como teria sido um dia na minha IF. Me pego fazendo planos de ter uma vida mais equilibrada, onde o foco seria eu e não outras pessoas ou o trabalho ou o dinheiro. E hoje quero compartilhar aqui como seria um dia típico na IF.

Em primeiro lugar, eu acordaria em um horário razoável (principalmente no começo). Nada de ficar acordando às 5h ou 6h da manhã. 8h, depois de 8hs de sono, seria o ideal. Estudos mostram que as 8hs de sono evitam doenças como câncer, por exemplo. Então esse será um dos pilares da minha vida na IF mais equilibrada.

Logo em seguida, eu iria para academia. 40 minutos de musculação, 40 minutos de aeróbico, com um personal trainer. 1h30 de de treino, muitas vezes fazendo um pilates no lugar da musculação, uma natação quando quiser, entre outras atividades físicas como dança também, que é algo que gosto e nunca tive tempo de fazer. A manhã seria dedicada a exercícios físicos e relaxamento.

Após mais ou menos 2h, 2h30 dedicadas a exercicio, voltaria para casa e tomaria um belo banho, sem grande pressa. Hora do almoço logo em seguida, momento de cozinhar alguma coisa saudável, sem pressa e no conforto do meu lar. 2h entre cozinhar e almoçar de fato.

Parte da tarde dedicada a 2 afazeres: análise de investimentos (que seria meu novo "trabalho") e leitura de livros. Eu revezaria entre uma atividade e outra, sempre buscando melhorar meu portfólio e de fato me dedicando a estar atualizada e aprender cada vez mais. Haveria um espaço para cursos nesse horário e também pela noite.

Fará parte da minha agenda, consultas médicas que eu sempre preciso ir e nunca tenho tempo. Eu faria uma agenda de 1 ou 2 vezes ao mês ir a um especialista diferente: cardio, endócrino, dermato, vascular, oftalmo, etc. Um bom plano de saúde será necessário para isso. 

A noite, procuraria ter uma vida social mais ativa, aceitando convites de jantares e outros eventos sociais que acontecem uma semana sim outra não e que muitas vezes tenho que me esforçar muito para ir. Momento também de planejamento de férias, viagens, cursos que eu queira fazer.

Terminaria o dia assistindo um bom filme ou série, descontraindo em redes sociais, enfim, fazendo algo para puro lazer.

E assim seria meu dia-a-dia na IF, com muito equilíbrio, pensando no meu bem estar corporal, mental e desenvolvimento intelectual. Dias sem correria, sem pressa, muito bem planejados e focados em fazer com que a minha vida nos próximos anos seja saudável, para eu aproveitar tudo que a independência financeira possa me proporcionar até o final da vida.

E vocês, o que incluiriam no seu dia-a-dia?  Como seria sua rotina?

Fico curiosa para saber!

Abs,
IFM

sábado, 21 de abril de 2018

Fatura do Cartão de Crédito pela Metade!

Eu me assustei neste mês.

Fui pagar a fatura de um dos meus cartões de crédito (sim, tenho alguns e não, não uso todos ao mesmo tempo e nem me descontrolo. Cada um tem um propósito): uma redução de 50%! Fui investigar o porque disso.

Peguei a fatura do mês anterior. Abri em outra aba da internet a fatura que eu estava pagando. Era aquilo, era real, exatos 50% a menos de pagamento (e exatos 50% para aportar neste mês) de despesas.

Eu procuro concentrar a maioria das minhas despesas no cartão. Primeiro porque estou de olho nas milhas. Seguro, porque acho mais prático e me organizo melhor pagando tudo de uma vez do que pagando no débito, no dinheiro, etc. Sem contar que é muito mais fácil deixar a fatura do débito automático e nem se preocupar com datas.

Mas voltando à redução da fatura. Vi que a redução foi significativa por causa de uma palavra: foco. Como eu comentei em alguns textos atrás, com o Euro aumentando, eu muito próxima da minha viagem e também muito próxima do sonho do meu primeiro milhão, eu simplesmente cortei tudo que não me é essencial.

É um sonho, mas quero ir para a Europa com meus Euros comprados, hotéis reservados e milhão comemorado (rimou, que poeta que sou! rs). E parece que quando falta tão "pouco", aquele gás adicional que a gente nem sabia que existia, aparece. É como quando a gente toma um energético e o corpo dá a sua última acelerada antes de entrar em um processo de descanso profundo. É exatamente isso.

O que eu fiz não foi nada além de antes de cada compra, pensar se eu realmente precisava daquilo, se tinha alguma outra forma de obter aquilo e principalmente, se eu poderia adiar aquilo. Conclusão: as saídas de final de semana eu transformei em jantares em amigos (muito mais baratos ou de graça até), os passeios em parques, livrarias, ou qualquer outra coisa de graça. Durante a semana, "ban" total em gastos desnecessários (como delivery de comida).

E o resultado disso tudo é que eu não fiquei mais infeliz por conta disso. Muito pelo contrário, reencontrei amigos de longa data, me diverti muito e fiz passeios que fazia muito tempo que eu não fazia. Adiei compras que literalmente poderiam ser adiadas e que não iam me acrescentar nada neste momento.Tomei decisões racionais e não por impulso ou ansiedade. And this feels great!

Não pretendo viver assim para o resto da vida, obviamente saídas mais caras e passeios com gastos são fundamentais e eu gosto. O que quero passar de mensagem aqui é que às vezes é possível sim dar um gás adicional para poupar mais. É possível ser mais racional e tomar decisões de cabeça fria quando temos um foco grande, um objetivo maior, algo que nos move para isso.

Continuarei nesse ritmo literalmente até eu embarcar (pouco mais de um mês) e depois relaxarei profundamente sem me preocupar com 1 centavo do que eu gastar no exterior. É assim que acho que a vida tem que ser vivida: economizar naquilo que não agrega tanto para nós, e gastar tranquilamente naquilo que é muito importante para a gente.

Esse balanço que fiz, foi muito importante para seguir essa caminhada até a viagem. Foi fundamental para ver que por mais que essa prática aumente apenas um pouco no meu aporte, cada pouco nesta época de bolsa em baixa e de milhão perto, vale muito e contribuirá para que os juros compostos façam seu trabalho.

Mensagem final então é: é possível fazer sacrifícios adicionais quando você está muito perto de um sonho! Faça e depois aproveite para comemorar muito a realização dele, valerá a pena, com certeza!

E vamos que vamos!

Abs,
IFM

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Lista de não-compras

E aí pessoal, tudo bem?

No caminho de uma vida mais simples, com desapegos, conceito de minimalismo, entre outros, comecei a  reparar em itens que tenho "de monte" e que eu não deveria me permitir comprar mais nenhum enquanto eu não praticamente zerar minha posição neles.

Acho que esse assunto é mais comum no meio feminino, mas talvez alguns homens também podem se identificar. Parei para pensar em coisas que eu tenho em um número muito maior do que eu sou capaz de usar e me comprometi a nunca mais comprar um item desses, enquanto eu ainda tiver 2 unidades deles, por exemplo. Destaco eles a seguir:

1. Chinelos (usualmente havaianas):

 Eu praticamente duvido que alguém tenha só 1 ou 2 pares delas. Sério, eu nem terminei de contabilizar, porque em todo lugar eu tenho um par de chinelos e posso dizer que levarei minha vida inteira para acabar com eles.

Ainda mais hoje em dia que está na moda "amigo-havaiana", havaiana em casamentos e/ou formaturas, havaiana como presente de parceiros de negócios e por aí vai. Fora as vezes que nos descontrolamos e passamos por uma loja e vemos (e compramos) um modelo diferente.

Eu facilmente devo ter mais de 10 pares. Se eu parar para contar mesmo, deve chegar aos 15 pares. E pasmem, eu intercalo o uso de 2 pares somente.

Esta foto não é minha, mas poderia ser de qualquer um no fim...
2. Esmaltes

Eu tenho uma caixa lotada de esmaltes, muitos deles já vencidos. E por que cheguei a esse ponto? Já tive época que comprar esmaltes era uma diversão (baratinho afinal, né?), e ainda me enganava fazendo as unhas de finais de semana (estou "usando" no fim das contas né?"). Fato é que pra fazer as unhas de final de semana, você não precisa de uns 30 vidros de esmalte, precisa? Não. Mas a gente se descontrola e faz esse tipo de coisa. E o que ganha no final? Um espaço grande no armário consumido, esmaltes vencidos e uma quantidade que não seria possível de ser usada nem em uma lifetime.

3. Máscaras de cílios

É uma ida na perfumaria ali, uma passada no free shop acolá e um sitezinho em promoção. Pronto, uma máscara de cílios nunca é demais. Será mesmo? Gente, contabilizei e estou com exatas 10 máscara de cílios na fila para serem utilizadas. É muito provável que a número 10 esteja vencida quando eu for utilizá-la e eu perca dinheiro com isso.

4. Outros cosméticos em geral: cremes, ácidos, sabonetes...

Aquele impulso de sempre estar comprando alguma coisinha na farmácia ou que o médico passa e nunca terminá-lo. Também tenho uma fila de sabonetes faciais, de ácidos que comprei na promoção (para pele), cremes que ganhei e por aí vai. Essas coisas mesmo se não vencerem, quanto mais passa o tempo, menos eficazes são. E aí eu me pergunto: para quê isso gente?

5. Shortinhos, blusinhas, camisetinhas

Um show aqui, outro acolá, um shorts jeans aqui, outro acolá. E assim vamos ficando com 8 shorts jeans muito parecidos entre eles, várias camisetas quase iguais e blusinhas em si nem se fala. Sem contar que no final das contas a gente está sempre usando a mesma coisa, afinal, sabemos quais são nossos "favoritos", não é mesmo? Aff.

6. Sapatilhas

Aqui me chega até dar ódio. Já comprei sapatilhas em promoção na internet (na quantidade que era preciso para aproveitar a promoção) e ao chegar em casa percebi que das 3 que eu comprei, 1 tinha ficado boa, outra mais ou menos e a última era impossível usar. Não seria melhor ter comprado 1 boa e confortável? Sem contar que já colecionei (e tenho comigo aqui) melissas. Umas 10 pelo menos. E é por toda essa quantidade que eu decidi que não comprarei mais sapatilhas enquanto esses números não baixarem drasticamente.

Esses são os itens que me vem à cabeça neste momento que escrevo para vocês, mas aposto que tem muito mais. Muito inspirada no m eu último post, estou decidida que não acumularei mais nada e não comprarei mais nada desses itens enquanto as quantidades não baixarem para pelo menos 2. Meu bolso agradece, minha mente agradece, minha pele agradece e o espaço na minha casa também agradece.

E você? Que decisões de compras ou acumulação não inteligentes você está fazendo e que impede que você compre uma ação aqui ou outro FII acolá?

Abs,
IFM

domingo, 15 de abril de 2018

Eu era/sou acumuladora!

É fato meus amigos. Não posso fugir.

Algumas semanas atrás eu compartilhei a minha idéia de ter uma vida minimalista. Mal imaginava eu onde eu estava me metendo: uma mudança de vida radical, pelo menos para mim.

Desde pequena, por dar e saber muito bem o valor do dinheiro, eu sempre pensava se eu deveria "usar" ou "consumir" algo hoje ou deixar para depois. Coisa de criança doidinha poupadora pequena, eu sei. rs.

Pois bem, comecei desde muito cedo a acumular coisas que eu julgava que não deveria usar no momento, mas no futuro. Muito pensando que talvez no futuro eu não tivesse recurso/dinheiro/possibilidade de comprar aquilo. Tenho exemplo dos mais simples, como lápis e canetas que guardei achando que poderia usá-los no futuro, até perfumes, shampoos (sério), roupas, bijuterias, inúmeros itens.

Isso desde pequena. E é sério. A conclusão que cheguei em meados do ano passado é que tenho um armário abarrotado de coisas. Coisas que nunca usei e nunca vou usar, seja porque perdi o timing (roupas que não me cabem mais ou até que não se usam mais) ou que venceram mesmo e é impossível usá-las (como hidratante labial, por exemplo).

Confesso que fiquei em choque comigo mesmo: deixei de usar coisas bacanas (ou que eram bacanas para a época) no anseio de usá-las no futuro. E esse futuro não chegou. Tive que me desfazer (e isso dói muito para mim) de algumas poucas coisas e outras estou me desafiando a usá-las agora. Eu até parei para pensar que essa pode ser uma disfunção da mente (de poupar tudo o tempo todo) e que eu preciso lutar contra essa "natureza" no meu caso.

Imagino que devemos ter outras pessoas aqui na finansfera que sofram com isso. Por isso, resolvi relatar meu caso aqui de coração aberto, quem sabe eu ajudo mais alguém. Fato é: não tem porque guardarmos nada achando que vamos "melhor aproveitar" no futuro, porque quando esse futuro chegar, esse item será inútil. É inútil a palavra. E você sofrerá muito mais em saber que não usou algo e esse algo perdeu sua utilidade.

Me lembrei daqueles programas de TV que mostram pessoas acumuladoras nível hard, com quartos abarrotados de coisas de tanto guardar. Eu não quero ser uma delas. Eu não quero perder coisas que eram importantes para mim simplesmente porque guardei e não as utilizei. Eu tomei essa decisão e estou, passo-a-passo, me sentindo melhor.

Hoje mesmo, terminei com 2 itens que eu havia guardado ano passado, com o anseio de usar no futuro: um esfoliante corporal e um shampoo "especial". Isso só pode ser doença. E hoje vejo isso muito claramente. E a sensação de jogar as embalagens fora hoje foi como se fosse um viciado que larga o cigarro ou um alcoólatra que para de beber: eu me senti livre. E, o principal, me senti feliz. Feliz por estar usando algo que poderia ter ido para o lixo diretamente, pela data de vencimento ou não utilidade.

Já substitui eles por 2 outros itens que estavam na "fila" para serem utilizados. Essa fila está enorme. Tenho muita coisa para usar, aproveitar, "desacumular". Armários mais vazios, coisas novas entrando, energia circulando. Isso é vida meus caros!

De agora em diante, eu vou aproveitar absolutamente tudo. Chega de acumular, chega de guardar, chega de esperar. A vida é agora e vamos usar tudo que ela já nos proporcionou!

IFM

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Lidando com a emoção da RV e um pouco sobre o aporte

É meus amigos, bem vinda à RV literalmente. Acho que sempre evitei voltar à RV porque eu gosto muito de ver a evolução patrimonial de forma constante, não tenho muito sangue frio para variações negativas.

Mas também acho que com um patrimônio do tamanho do meu, eu preciso experimentar novas opções de investimentos. Não posso continuar eternamente dependendo da RF e aportando de maneira frugal para crescer. Preciso apostar em conhecimento, em longo prazo, em variações. Fato é que + ganhos = + riscos.

E estou falando sobre isso porque estou experimentando neste momento algumas baixas em alguns FIIs e ações. Algo na ordem de 1k de perda se considerarmos todos os papeis, isso na última 1,5 semana. Para quem está contando cada moedinha pra chegar no 1 milhão o mais rápido possível e poder viajar com a consciência tranquila de "já atingi o primeiro patamar de tranquilidade", isso tem sido o pesadelo.

Eu sei que valorizações e desvalorizações principalmente são ciclos e que estou no meio de um e que muito provavelmente no longo prazo os ganhos serão superiores. É difícil dar esse "zoom out" e olhar por essa perspectiva quando você está ansioso para o número do fechamento deste mês. E eu sei que o fechamento deste mês não é nada, perto de um caminho gigante de poupança e investimentos.

Esse post é mais para um desabafo mesmo. Um desabafo com uma mistura de reflexão, porque quando escrevemos e colocamos nossas idéias em um papel (ou blog), vemos as coisas com mais claridade e usamos mais a razão. E isso é tudo que precisamos quando estamos com a emoção falando mais alto.

Mudando um pouco de assunto, vejo que alguns colegas discutindo e até criando blogs para falar sobre aportes menores. Sim, meus aportes são gigantes, me orgulho disso e às vezes nem eu mesma acredito. Mas nem sempre foi assim e a mensagem que quero deixar é de que é aos poucos que começamos.

Meus aportes começaram quando eu tinha 1 dígito de idade, quando eu resolvi aguardar parte dos presentes em dinheiro que recebia de uma tia. Depois, quando arranjei meu primeiro emprego, comecei a ter o hábito de poupar parte do que eu ganhava, nem que fosse 50 reais. E aí que eu fui criando o hábito de poupar e também de ver aquele montinho de dinheiro crescendo.

Quando eu finalmente entrei no mundo formal do trabalho, no meio da faculdade, eu conseguia poupar muito pouco ainda. Mas já estava com aquele hábito. Me lembro de ir colocando algo em torno de 100 reais na poupança mesmo e vendo muito pouco esse dinheiro crescer. Mas ele crescia e me dava a motivação necessária para ir fazendo isso.

De pouco em pouco, eu fui crescendo meu montante. Mas confesso que eu demorei uma vida inteira (digamos até uns 25 anos) para juntar o que eu demoro hoje um ano ou até menos. E o que fez a diferença nisso foi o aporte. Eu reparei nessa idade que eu gostava do meu emprego, tinha uma vida equilibrada e feliz, mas ganhava pouco. E eu achava que precisava ganhar mais.

Foi aí que fui em busca de fazer curso para concurso. Naquela época, eu achava que uma carreira qu eme pagasse 10k e até 15k (se eu desse muita sorte) resolveria a minha vida. Estudei por 1 ano e não sei se o foco em ganhar mais fez com que eu arranjasse um emprego que me pagasse mais também. Mudei de emprego e abandonei a ideia do concurso.

E aí vem um pouco da história que vocês já conhecem, me foquei muito em performar muito bem nesse novo emprego que cresci de forma rápida nele. Até chegar na oportunidade que estou hoje que também deu mais uma guinada nos meus aportes.

Moral da história: o valor dos pequenos aportes no início é fundamental, nem tanto pelo valor em si, mas por você dar o primeiro passo e entender o hábito de poupar. Após alguns anos evoluindo com esses pequenos valores e vendo que o montante final te dá um conforto, uma tranquilidade, mas não resolve a sua vida, é necessário buscar alguma maneira de aportar mais. E digo isso no meu caso, porque meu sonho de fato é parar de trabalhar na iniciativa privada o mais rápido possível e curtir a vida na sua totalidade.

Um contraponto: não sei se isso cabe para todos. Ao mudar de emprego, eu realmente comecei a me dedicar muito mais para o trabalho. Não  posso dizer que fiquei infeliz, mas deixei de curtir a vida todos os dias da maneira que eu fazia antes, pois o novo trabalho me exigia mais. Passei pouco mais de 3 anos nesse lugar, da onde eu sai no final do ano passado. O novo emprego me exige um pouco menos, mas ainda me exige porque estou no início dele, principalmente. Para quem quer levar a vida mais leve e não quer parar tão cedo, talvez o caminho não precisa ser tão agressivo.

Eu não me arrependo das escolhas que fiz, confesso que minha tranquilidade hoje é  enorme por pensar no valor que tenho poupado. E essa tranquilidade só vai aumentar. Em um país onde vejo colegas extremamente competentes desempregados e uma previdência social que está quebrada, não sei se podemos nos dar ao luxo de levar a vida a passos de formiga. E sacrifícios são necessários para qualquer pessoa atingir qualquer objetivo.

Hoje estou cheia de reflexões, queria dividir um pouco com vocês...

Abs!
IFM

domingo, 8 de abril de 2018

IR, Viagem e 3 meses completos de emprego novo!

E aí pessoal, tudo bem?

Semana passou rápido, inclusive com essa prisão merecida do Lula. Que loucura né? Estamos vivendo um fato histórico, nossos filhos vão ler sobre isso no futuro. Até vejo o título do capítulo: "Primeiro ex-presidente preso do Brasil". Estamos evoluindo como país, assim espero.

Esta semana completei 3 meses de emprego novo, ou seja, já terei uma rescisão "normal" se for mandada embora no futuro. Fico mais tranquila, rs. O emprego em si está bacana, muitos desafios diferentes, já estou trabalhando em ritmo acelerado, tudo de novo. Obviamente que depois de algumas mudanças de emprego, chego à conclusão que a workholic sou eu, ou seja, o problema não é a empresa, mas eu mesma.

Por falar em trabalhar muito, não tive ânimo de ir à academia durante a semana (pois é...). Deixei para ir neste final de semana, mas adivinhem? Não consegui também. Tive mais um evento este sábado que me deixou sem energia de ir ou antes do evento ou hoje caminhar. Fazer o que, o negócio será tentar recuperar nesta semana.

E por falar em "sem energia", finalmente quase terminei todas as reservas para a viagem à Europa. São 5 países, aproximadamente 11 cidades, é uma viagem completa. O quase veio por conta de uma das reservas que foi cancelada pelo proprietário do local. Vou ter que buscar uma nova opção ainda hoje. É incrível como mesmo tendo comprado as passagens há 1 ano, eu ainda não terminei de reservar tudo que era necessário.

E por falar em "o que era necessário", entra nessa lista as moedas estrangeiras. Em janeiro eu fiz uma bela compra de 1.000 dólares (para utilizar em free shops) e 500 euros. O euro estava 4,00 reais na época. Agora, com euro a 4,23 aproximadamente, me arrependo amargamente de não ter comprado tudo em janeiro. Idealmente eu queria levar em torno de 2.500 euros para não ter que usar o cartão de crédito (cujo IOF é na ordem de 6,38%) e gastar apenas os 1,1% de IOF de moeda em espécie. Fato é que não entendi porque o Euro  aumentou tanto de valor, agora estou esperando uma possível baixa para comprá-lo, caso  contrário, comprarei muito próximo da viagem mesmo.

Tenho um pouco menos de 2 meses para minha viagem e já tenho que deixar tudo "esquematizado" no trabalho também para minha ausência na ordem de 3 semanas (15 dias úteis). Que delícia, mal posso esperar para ficar todo esse tempo longe do mundo corporativo. Faz muitos e muitos anos que não faço isso (pelo menos 4 anos). Irei aproveitar muito!

Para finalizar, apenas um lembrete para a finansfera: já fizeram sua declaração de IR? Sentei hoje pela manhã para faze-la, confesso que eu não tinha o menor conhecimento sobre como declarar FIIs ou ações. Minha sorte é que no ano passado eu só tive um FII e nenhuma ação. Nem sabia da questão de recolhimento de IR na ocasião da venda desses ativos (ainda não vendi nenhum até hoje). Fiquem ligados e não deixem para fazer no último final de semana, porque, não sei a declaração de vocês, mas a minha está dando um trabalho danado, afinal, são 8 bancos/corretoras que eu tenho conta (fora os FIIs que tem que ser declarados um a um, eu só tinha um ano passado, ainda bem!).

Depois de todo esse "trabalhão", eu estava até pensando em pagar para um contador fazer a minha declaração do ano que vem. Nunca paguei, sempre me virei, li sobre como fazer, vi videos, etc. Nunca tive problema de entrar em malha fina ou coisa parecida, mas fato é que a complexidade dela está aumentando consideravelmente com o passar dos anos.

Por outro lado, fico pensando se será seguro deixar todos os detalhes do meu patrimônio com uma pessoa que não conheço. Pensando ainda que meu patrimônio deve ultrapassar o 1º milhão neste ano, digamos que são números que chamam a atenção de qualquer um, não? Não tomei uma decisão sobre isso ainda, só tomei a decisão de ler mais sobre o assunto e de organizar melhor as minhas compras e rendimentos mensalmente para que eu sofra menos nesta época do ano que vem.

E você, faz sua declaração de ajuste anual de IR sozinho ou você delega para alguém que saiba fazer melhor que você? Como você lida com essa questão da confidencialidade e risco?

Uma ótima semana para todos!

Abs,
IFM

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Supremo diz não à Lula!

É meus amigos, e agora? Será que finalmente estamos evoluindo para um país mais sério? Como o mercado deve reagir ao dia de hoje?

Fico feliz em saber que nosso país está (devagar, mas está) escolhendo um rumo de seriedade.

Notícia completa aqui: https://eleicoes.uol.com.br/2018/noticias/2018/04/05/stf-nega-recurso-de-lula-contra-prisao-por-condenacao-na-lava-jato.htm

Abs!
IFM